Rosa no Preto é o coletivo de moda carioca que une emponderamento negro e upcycling

Essa semana houve um evento na Zona Oeste do Rio chamado Artrash, que reuniu música, arte e moda independente num híbrido de festa e exposição. No evento aconteceu o primeiro desfile/apresentação do coletivo de moda Rosa no Preto, e estivemos lá pra acompanhar todo processo de preparação e para conversar com Marcelo Lennon, o criador do conceito do coletivo.


Marcelo explicou pra gente que a ideia da Rosa no Preto não é ser uma marca e sim um projeto coletivo, onde ele colabora com pessoas ou marcas que também produzem moda de forma independente. E a gente sabe o quanto isso está cada vez comum na moda (amém!), como no caso da gigante Vetements, que virou uma febre no mundo da moda e que trabalha da mesma forma que a Rosa no Preto.

Além disso, o upcycling está super presente na concepção da Rosa no Preto. O Marcelo disse que trabalhou com lençóis e com tecidos que ele achou no lixo para a produção da maioria das peças, o que transforma algo que já era bom, em algo super interessante.


A Rosa no Preto também tem como propósito enaltecer a cena periférica, exaltando a cultura da favela e dando visibilidade a negritude, tendo como 100% do casting de modelos sendo negros e em uma diversidade de corpos que também fogem dos padrões alto/magro que estamos acostumados a ver.

A estética do projeto segue essa linha underground e que acaba tendo um quê de vanguardismo, tanto pela identidade do coletivo que transparece em todas as peças produzidas, quanto pela concepção do projeto em si. Amamos mesmo! <3


Em breve sai o vlog lá no meu canal do Youtube, e ai vocês podem ver os bastidores e takes do desfile da Rosa no Preto. E ah! Clicando aqui você vai direto pra página do coletivo no Facebook, onde você pode acompanhar e comprar peças das coleções diretamente da página. ;)  

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